O Anti-Tuga

Portugal morreu. Bem-vindos à Tugolândia.

Quer chatear-me? É pr'aqui

Segunda-feira, Março 27, 2006

A prodigiosa mentalidade tuga

Comentário indignado de uma emigrante ilegal no Canadá, repatriada e recém chegada ao aeroporto de Lisboa, para as câmaras de televisão: "Como me sinto ao chegar aqui? Eu estava à espera que o Estado português me desse um emprego! "

Segunda-feira, Março 06, 2006

E porque não?







El - Rei






" O Presidente Ronald Reagan, quando me convidou para um almoço há uns anos, disse que devia fazê-lo (ser candidato à Presidência da República)" D. Duarte Pio, Notícias Magazine, 5 Março 2006

Terá já sido na fase Alzheimer?

Domingo, Março 05, 2006

Para a Marta

A capital da Chepública Reca é Praga!

Sábado, Fevereiro 11, 2006

Fátima Felgueiras leva Felgueiras a Fátima


Fátima Felgueiras, a nossa Fatinha, prepara-se para ir em peregrinação até ao Santuário de Fátima e levará consigo o fiel povo em quarenta autocarros. Eu acho mal a mediatização da excursão e indigno-me, tal como o fiel povo felgueirense, que digam por aí que tudo isto seja para pagar uma promessa, por ter sido eleita em Outubro.

Acho indecente, indecoroso, imoral que se insinue uma coisa dessas e, citando a própria Fatinha, uma "alma cristã" jamais misturaria as duas coisas. Aliás, quase ponho as mãos no fogo por este fiel povo felgueirense, quase garanto que não foi esta gente, esta multidão de "almas cristãs", que em 2003 perseguiu, insultou e agrediu selvaticamente Francisco Assis pelas ruas de Felgueiras.

Man'ela strikes back


Já tínhamos saudades. Eu, pelo menos, já me sentia algo vazia perante o silêncio da Man'ela Moura Guedes, figura tão estimada neste blog, desde que deixou o Jornal Nacional ou desde a noite eleitoral de 22 de Janeiro, em que espingardou todos os convidados em estúdio com a sua habitual dose de charme, classe e profissionalismo.


Pois ela voltou. E para dizer isto:


" O Zé Beto (José Alberto Carvalho, da RTP) é burro. Quando tem de falar pela cabeça dele, não consegue. (...) Ele toma-se por inteligente, finge-se de inteligente e não é nada. É apenas uma voz. Não sei se ele tem sequer ideias "

Man'ela, por favor, volta ao activo!
O Anti-Tuga não anda o mesmo sem ti!

Declaração de princípios


O Anti-Tuga orgulha-se de poder fazer o que lhe dá na real gana e, por isso, contrariamos com toda a convicção a reacção vergonhosa do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Tugolândia a propósito da ira do mundo islâmico face aos cartoons.

Terça-feira, Janeiro 24, 2006

...E parece que o Presidente da República para os próximos 5 anos é aquele actor que fez de assassino na trilogia "Scream"

Segunda-feira, Janeiro 16, 2006

Tugas, esses apreciadores de jazz



" Conheço pessoas que só conseguem ter ritmo quando estão atrasadas. Que só se conseguem levantar da cama quando já passou a hora limite e, desta forma, começam o dia já atrapalhados com o relógio.
Conheço pessoas que têm uma capacidade incrível de fazer tudo na ponta final. Nem que seja com directas. Em que a adrenalina do "tem que ser, agora ou nunca", é o que lhes alimenta a capacidade de realização. Em que a angústia da falha iminente é o principal factor mobilizador.
E mais, ou pior. Conheço pessoas que gostam de ser assim e têm gozo em passar por esses apertos. É muito mais emocionante atravessar uma corda sem rede por baixo ou andar de moto sem capacete. Não se pode mesmo falhar! E é sem dúvida notável conseguir o "quase-impossível".
Por vezes, "pegar no saxofone" e improvisar pode dar um resultado mais interessante do que o de muitas horas de estudo de partitura. Também tenho claras na memória situações em que a autoconfiança, quanto à capacidade de agarrar "saxofone" e andar para a frente, me permitiu sair de sérios apuros, quando algo de imprevisto ocorreu.

Agora, o que me parece absolutamente desnecessário é entrar em apuros quando um bocadinho de autodisciplina seria suficiente para os evitar como, por exemplo, simplesmente acordar 15 minutos mais cedo. Viveríamos num país muito melhor se guardássemos o saxofone só mesmo para as necessidades. "

Carta do cidadão Carlos F. Sampaio, Público 16 JAN 2006

Quinta-feira, Dezembro 29, 2005

Somos assim

O outro dia dediquei-me a arrumar o meu quarto – estava uma pocilga – e redescobri, como sempre acontece nestas ocasiões, uma coisa interessantíssima. A Notícias Magazine do dia 12 de Junho de 2005 trazia uma entrevista com o historiador e escritor João Medina, a propósito da identificação dos Tugas com a figura do Zé Povinho.
Deixo-vos, pois, com alguns excertos.

... se Zé Povinho deixou de ser um retrato sociológico realista e verídico – era-o em 1875 e foi-o até meados do século XX - , a verdade é que continua a ser um retrato psicológico, e esse é o lado fascinante. Não nos reconhecemos naquela cara de barba rala e pele curtida, não usamos colete de camponês nem calças de fazenda de má qualidade, mas, por dentro, do ponto de vista psicológico e anímico, o retrato continua a ser verdadeiro, como retrato do nosso modo de ser. Ou seja, já não somos labregos e rústicos como o velho Zé do derradeiro quartel de oitocentos, vivemos sobretudo nas cidades e nos subúrbios, mas o nosso temperamento e personalidade básica continuam a ser os do estereótipo criado há 130 anos por Bordalo Pinheiro. “

“ No aspecto moral do Zé estão uma série de coisas que representam uma certa perenidade do modo de ser português: a apatia, o desinteresse, a inércia, o terrível conformismo moral e cívico, o espírito timorato, arredio ao
cogito
, o pouco interesse na participação na vida pública, a falta de uma cidadania activa e vigilante, a falta de cultura e de verdadeira educação ou escolaridade, já que o Zé Povinho sabe ler, mas lê muito pouco, para não dizer que não lê nada. Enfim, o Zé não é um homem que se aliste em causas sociais, nas ONGs e outras causas de serviço humanitário. Somos um dos países mais apáticos e menos atreitos a defender causas sociais e humanitárias “

“O Zé Povinho é um homem que tem horror à utopia. A utopia é um risco, é um dos mais interessantes, fascinantes e perigosos jogos intelectuais – foi concebida por um inglês, Thomas More, que foi decapitado pelo seu rei. E o que é a utopia? É a capacidade de transformar um real concreto e dizer que o mundo existente não é o mundo verdadeiro porque há uma felicidade a construir (...) Não digo que o português seja cobarde, politicamente, mas é conformista. Um homem que tem as mãos nos bolsos, como tem o Zé Povinho, aceita tudo, porque ter as mãos nos bolsos é não agir, é pactuar com tudo e com todos, sejam “bufos” da PIDE ou familiares do Santo Ofício. (...) O sorriso, em Portugal, ou é sarcástico, agressivo, vitriólico, sulfúrico – ou é de uma infinita tristeza, mas a tristeza dos vencidos e desistentes. No Zé Povinho há muito de vencido “

“ Continuamos a ter comportamentos rudes, agrestes, deseducados e incapazes de verdadeira caridade e generosidade humana. Alguém definia o português como “um homem que conduz o seu carro como um ladrão de automóveis”! Não respeitamos os outros porque nem temos sequer respeito por nós próprios! Esta falta de civismo total é bem a medida da nova burguesia urbana e suburbana “

“O Zé é duplo: por um lado, é de um grande cepticismo; por outro, está sempre à espera da sorte grande que lhe resolva a situação”

“ O português vive permanentemente num estado maníaco-depressivo. Precisa muito do milagre para compensar a falta do normal, do viável. Miguel de Unamuno dizia: se o português acredita no Dom Sebastião, é porque “não acredita” verdadeiramente, ou seja, porque não tem verdadeira fé. (...) Estamos sempre à espera de que solução dos nossos problemas não venha de uma construção colectiva, mas de qualquer coisa de absurdo e de irregular, de explosivo e de inesperado, do milagre, em suma. “

“ A nossa flácida democracia tem funcionado, o que já é prodigioso “

“ (O manguito) é um gesto mágico. Significa um gesto “não” obsceno, linguagem gestual. O que o Zé Povinho está a dizer é isso: eu não quero a albarda, não quero o fisco, não quero o imposto, não quero os sacrifícios que o governo me quer agora impor. Mas porquê? Porque não é um homem dotado de palavra, não tem educação nem letras, não foi educado para usar do dom da palavra, e por isso se exprime através de uma linguagem gestual brutal “

“ O Zé Povinho não tem sentido de introspecção, de auto-análise. Ele é um homem sem metafísica nenhuma ”

“A vingança, o ódio, o ressentimento azedo e bilioso não são próprios do Zé, nem dos que fizeram ou desenharam o Zé. Porquê? Porque ele não é algoz, é mais facilmente vítima do que carrasco. O Zé não tem vocação para ser carrasco “

“ O Zé Povinho precisa de crescer , de se educar, de se cultivar. Precisaria de mais liberdade, de mais auto-domínio e, sobretudo, de um regime francamente democrático; isto é, feito por ele, e não por salvadores nem por inimigos dele “


“ Enquanto formos Povinho, nunca seremos Povo “

Terça-feira, Dezembro 27, 2005

Onde Pára a Crise, 2 e 1/2 (Produzimos Como Marroquinos, Gastamos Como Alemães)



Chamem já o tenente Frank Drebin, pois o caso deste rectângulo à beira-mar refastelado chamado Tugolândia já começa a cheirar a esturro. Precisa-se desesperadamente de alguém que desvende dois mistérios:

- não obstante "a crise", as viagens dos Tugas para o estrangeiro em férias e lazer subiram exponencialmente, ao mesmo tempo que o endividamento dos particulares subiu 118% do rendimento disponível em 2004

- não obstante "a crise", este Natal os Tugas levantaram 115 milhões de euros num só dia

É caso para dizer, tirem-me deste filme!

Domingo, Dezembro 18, 2005

Frases tugas III


" Só um ignorante é que não vota em mim "

(Maria Teresa Lameiro, funcionária pública de Vila Nova de Gaia e candidata à presidência da República, DN 16 Dez 2005)


Sexta-feira, Dezembro 16, 2005

Abençoados argumentistas






penteados do terror

Uma das deixas mais hilariantes da história da televisão, apanhei-a num episódio da novela favorita da juventude, os "Morangos com Açúcar". Passo a citar:

" Filho, segui o teu conselho. Acabei de falar com a tua irmã sobre a vida sexual ! "

Isto tinha que ser partilhado.


nota: para sacar as belas imagens, acedi a um blog da série Morangos, e fiquei a saber que eles não são "morangomaníacos", mas sim "morangomaniecos".

Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

Premeia-se quem conseguir decifrar este post

Uh goVerNuh do Eng. XócRts xtAh a penxAr reduXir pah trEx ox eXAmes duh 12º anUhh !
Uh MinixtÉRiuhh d EducaxAUm extah a extuDAr umAh altEraXaum dah lei, k prEveh k uh PortuguExx , xim o PortuguExx, deixe d xEr diXipLinah obriGatóriAhh nuhs eXameX naXionaix!! Lolada! Ehh uh fim dAh piCadahh !

Domingo, Dezembro 04, 2005

Foi uma semana dos diabos para a Tugolândia


No ambiente:

" PORTUGAL É O PAÍS MAIS POLUENTE DA UE
Portugal é o Estado da UE mais poluente em emissões de gases com efeitos de estufa, segundo dados divulgados na conferência que decorre no Canadá. Estima-se que, em 2012, o país emita mais 42,2 % do que em 1990, quando o protocolo de Quioto impõe apenas 27 % "

Expresso, 3 Dez 2005

Na saúde:

" HÁ CADA VEZ MAIS INFECTADOS COM O HIV ACIMA DOS 40 ANOS
Segundo a ONU Sida, o organismo das Nações Unidas para o combate à doença, Portugal é o segundo país europeu com mais altas taxas de infecção com HIV - 280 novos casos por milhão de habitantes - , seguido da Estónia, e bate outro triste recorde. Há 80 portugueses em cada milhão que são diagnosticados quando já sofrem de Sida, o que significa que só descobrem a doença muitos anos depois de terem sido infectados. (...) Dois terços dos novos casos de infeccção pelo HIV em Portugal devem-se a relações heterossexuais, o dobro do que acontecia há 7 anos "

Público, 1 Dez 1005


Na Justiça:

" SÓ 6 DOS 144 JUÍZOS CÍVEIS DE PORTUGAL SÃO CONSIDERADOS EFICIENTES
Uma justiça lenta, burocrática e próxima do estrangulamento total. Com pendências que já ultrapassam o milhão de processos; casos que demoram, em média, quase 4 anos a ser resolvidos (como as falências ou ous processos de recuperação de empresas) ; e com apenas seis dos 144 juízos cíveis existentes em Portugal a serem considerados eficientes"

Público, 2 Dez 2005


Na sociedade:

" 330 DESEMPREGADOS TODOS OS DIAS EM PORTUGAL
Ao contrário da tendência europeia, o desemprego em Portugal continua a crescer, pelo menos até 2007. Dados do INE revelam uma subida de meio ponto percentual face ao segundo trimestre, situando-se nos 7,7 %. O que significa que o desemprego evolui, de Julho a Setembro, ao ritmo médio de 330 novos desempregados por dia "

Público, 4 Dez 2005


E também com os bons exemplos que vêm de cima:

"FALTARAM 46 DEPUTADOS À VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO
O OE foi aprovado, em votação final global, com os votos favoráveis do PS e contra toda a oposição, numa sessão em que só estiveram presentes 184 dos 230 deputados, ou seja, um quinto "

Público, 1 Dez 2005

Apenas mais um postzinho

Compreendi finalmente porque somos uma nação triste, amorfa e atrasada. Não é difícil, afinal basta ir pela rua e ouvir as expressões que empregamos no dia a dia, para perceber que efectivamente os Tugas só conseguem pensar em pequeno.

"Vou só ali tomar um cafezinho!"
"Então, estás mal-dispostinha?"
"Foi um belo almocinho, sim senhor. Olhe, podia trazer-me a continha?"
"Desculpa lá qualquer coisinha..."
"Aproveitamos e damos uma voltinha"
"Epá, ele tem cá um corpinho!"
"Vai um joguinho de cartas?"

...

Segunda-feira, Novembro 28, 2005

Na escola, aprende-se a dar pancada

E é importante não esquecer: as crianças são o nosso futuro!

" Mais de 1200 agressões nas escolas no ano lectivo de 2004/2005

191 casos obrigaram a tratamento hospitalar, mas é a pequena agressão que preocupa

Um total de 191 alunos, professores ou funcionários tiveram que receber tratamento hospitalar no ano lectivo de 2004/2005, devido a agressões sofridas nas escolas, revelam dados do Departamento de Segurança do Ministério da Educação. No total, foram contabi- lizadas 1232 ofensas à integrida- de física em estabelecimentos de ensino. Em relação ao ano anterior, baixaram ligeiramente os incidentes em que foram vítimas docentes e auxiliares, mas houve quase mais duas centenas de casos envolvendo estudantes.

Atendendo à globalidade do sistema educativo - milhões de alunos, 150 mil professores, milhares de escolas - e à raridade de casos particularmente graves, estes indicadores não chegam para concluir que as escolas portuguesas sejam perigosas. Mas há sinais de alarme. E as medidas de prevenção em vigor podem ser insuficientes para os contrariar. (...) "

DN, 28 Nov 2005

Domingo, Novembro 20, 2005

Trinta mil vistos para a vida


1993: o filme "A Lista de Schindler" vence sete Óscares da Academia, incluíndo a categoria de melhor filme. "A Lista de Schindler" relata a história de um nazi que salva cerca de 1200 judeus dos campos de concentração.

O filme estreou apenas 5 anos após o primeiro reconhecimento oficial em Portugal da acção de um herói sistematicamente esquecido pelos manuais de história, Aristides de Sousa Mendes.
Quem foi Aristides de Sousa Mendes? Cônsul de Portugal em Bordéus durante a II Guerra Mundial. Que fez este homem? Ignorou deliberadamente as ordens de António de Oliveira Salazar e, durante três noites frenéticas, passou 30 mil vistos de fuga aos nazis, 10 mil dos quais pertencentes a refugiados judeus. Aristides de Sousa Mendes salvou, muito possivelmente, trinta mil vidas. Dos imperativos da sua consciência cristã ficou a sua frase: "Se estou a desobedecer a ordens, prefiro estar com Deus e contra os homens, do que estar com os homens contra Deus".
Chamado a Lisboa pelo governo salazarista, é-lhe retirado o cargo de diplomata e proibido de exercer a profissão de advogado. Os seus últimos de vida foram passados em desgraça, como refugiado no seu próprio país, recorrendo à Cozinha Económica Israelita, até morrer na miséria em 1954.

Na Tugolândia, a reabilitação do nome de Aristides de Sousa Mendes só chegou em... 1988.
Antes de os descendentes directos do antigo cônsul solicitarem ao governo o acto de justo reconhecimento, consta que ninguém sabia da existência de tal figura. Incrivelmente, Aristides de Sousa Mendes já tinha, em 1967, recebido postumamente a mais alta distinção por parte Estado de Israel, uma medalha com uma inscrição do Talmud ("quem salva uma vida é como se salvasse toda a Humanidade") e uma árvore plantada na Avenida dos Justos, em Jerusalém. Nós por cá somos bem mais discretos.

É apelidado de "Schindler português", mas eu atrevo-me a dizer que Oskar Schindler é que foi o "Aristides de Sousa Mendes alemão".
Duas perguntas:
- quantos Tugas viram o filme "A Lista de Schindler" ?
- quantos Tugas já ouviram falar de Aristides de Sousa Mendes?

Quarta-feira, Novembro 16, 2005

Shakira arrasa Soares, Cavaco só é batido por José Castelo Branco












Vai ser renhido.....

Cavaco Silva foi de longe o candidato mais visto pelos Tugas na série de entrevistas levadas a cabo na TVI por Constança Cunha e Sá que, incompreensivelmente, deixou de fora da ronda o favorito da Tugolândia para a presidência da República, José Castelo Branco. Pelas ruas da amargura anda o re-re-candidato Mário Soares, que foi não só o menos visto de todos como também estrondosamente batido pela Shakira, recebida à mesma hora com honras de Estado pela SIC (o que não é totalmente estranho, visto que ela é mais gira e diz coisas mais interessantes).
O esquecimento de Constança Cunha e Sá não afecta, no entanto, os índices de popularidade de José Castelo Branco, pois a audiência oferecida a Cavaco ainda está longe da performance de JCB nas suas corajosas prestações na herdade rural e na tropa, da qual, aliás, foi dispensado de forma muito sábia pelo povo, para melhor poder preparar a sua candidatura.

Terça-feira, Novembro 15, 2005

O "benfiquismo"

Tirado do blog Douro Azul:

" Há no 'benfiquismo' uma certa característica, infelizmente pouco abonatória, de certos comportamentos que caracterizam o que existe de pior na sociedade portuguesa. Eu sei, eu sei, que entre os seus adeptos há bons e maus, há os que são honestos e os vigaristas, há os pacifistas cordatos e os violentos, agressivos e destrambelhados, há de tudo um pouco, afinal, como noutros clubes, a começar pelo meu.

No entanto, quanto a mim, existem algumas referências que, na generalidade, atravessam o colectivo dos adeptos, sejam eles cultos ou iletrados, ricos ou pobres, fundamentalistas fanáticos ou não, e aparecem como 'marca da casa', o seu verdadeiro 'ex-libris', (não, não é a famigerada divisa recuperada dos mosqueteiros !): são, por natureza, habituais destorcedores dos factos (e da mais comezinha realidade), os quais apresentam sempre à medida das suas conveniências e dos seus interesses; são presunçosos e arrogantes, sem uma centelha de humildade, incapazes de reconhecer o mérito alheio, mesmo quando ele é por demais evidente; são invejosos e mesquinhos, destilando ódio e grosseria (fiquei chocado com os comentários inseridos por alguns lampiões no blog de 'O Dragão', elucidativos, afinal, da maneira de estar desses energúmenos); são idólatras e passadistas que, à falta de presente, se entretêm a relembrar e a glorificar o passado e os seus ídolos, como se de um espaço mítico se tratasse; e sobretudo, oh sobretudo, para além de arruaceiros, são uns provocadores inveterados em que o orgulho e a vaidade se entrelaçam com a ignorância, os chavões de sobrevivência e a má-fé. Tudo suportado por uma abjecta campanha da comunicação social que os protege e acirra. É assim o 'benfiquismo'. São assim os 'benfiquistas'. Não gosto deles. "

Segunda-feira, Novembro 14, 2005

"Made in Portugal" é prejudicial para as marcas !

Verdadeiramente incrível:

" Empresas escondem origem portuguesa para não perderem valor

Imagem de Portugal desvaloriza produtos (custo chega a ser de 30 %)

Empresas ainda têm de reposicionar o produto associando-o a nomes estrangeiros

(...)

Há dez anos, foi realizado um teste "cego" na Mocap - Mostra Portuguesa de Calçado, tendo sido pedido a compradores estrangeiros que atribuíssem um preço a cinco pares de sapatos. Revelado o país de origem, o sapato português via o preço reduzido, sistematicamente, em cerca de 30%. Uma situação que era real no dia-a-dia das empresas no mercado, em especial das que produziam em regime de subcontratação para terceiros. Com o processo de criação de marcas mais avançado, a situação está, defende Paulo Nunes de Almeida, presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), mais atenuada.

"Pode acontecer, mas não é a regra. No mundo globalizado, as marcas estão estandardizadas em função de diferentes targets de consumidores e concorrem num determinado segmento em função do produto, da qualidade e do preço", defende. Embora admita que, no embate internacional, se assiste a uma valorização dos franceses e italianos, Nunes de Almeida, refere que isso não se deve a uma desvalorização dos portugueses. "Os franceses e italianos é que sobressaem, tirando partido da imagem de referência no mundo da moda." E insiste que é fundamental centrar "o essencial dos apoios nas empresas, porque são elas que têm de desbravar os mercados".

Os estrangeirismos nas marcas deriva daí. "Portugal nunca teve uma imagem forte para valorizar os produtos e muitas vezes até os desvalorizava, o que obrigava as empresas a procurar reposicionar o seu produto na cadeia de valor associando-os a nomes franceses ou italianos." Exemplos não faltam Bruno Belloni, Carlo Visconti ou Ivo Valentino, nos fatos de homem, Victor Emanuelle nas camisas, Salsa Jeans, Muratti Florentino, Gino Bianchi, Eject e Cohibas, entre muitas outras no calçado. (...) "

DN Negócios, 14 Nov 2005

Sábado, Novembro 12, 2005

Coisas que não percebo


Leonor Cipriano foi considerada culpada da morte da filha Joana e da ocultação do cadáver, apanhando 20 anos. Faz-me um pouco de confusão este tipo de justiça e leis. Cá na minha linear forma de raciocinar, uma pessoa que acaba com a vida de outra de forma premeditada deve ter como castigo uma pena a equivaler a metade de uma existência. Ia-se à esperança média de vida (na Tugolândia ronda os 75 anos) e fazia-se a coisa por metade: 35 anos de cadeia. Só que neste caso particular, há mais: uma "mãe" que é capaz de matar a filha à pancada, cortar-lhe o corpo em pedaços (pois é desse pressuposto que se parte), colocá-los em sacos, congelá-los e depois ocultá-los, nunca mais deveria poder ver a luz do sol sem ser aos quadradinhos. Nem nunca mais deveria poder fazer coisas banais como ir ao café, passear num jardim ou frequentar um restaurante. Leonor Cipriano há-de poder fazer tudo isso daqui a uns meros 20 anos.


Pois não, Zé




" Não sabemos se dentro de 50 anos Portugal ainda existe "

(José Saramago, PÚBLICO 11 Nov 2005)

Sexta-feira, Novembro 11, 2005

Património

" Os melhores cientistas portugueses estão no estrangeiro, o Prémio Nobel vive no estrangeiro, o melhor vinho do Porto pertence aos ingleses, Colombo é de Génova e o futebolista com mais títulos é português, mas não representa Portugal "

( Pedro Paradela de Abreu, editor da autobiografia de Vítor Baía)

A Madonna é mandona

















Geralmente, quando de manhã entro no metro de Lisboa, nem sequer procuro os jornais gratuitos pois já levo o meu Público debaixo do braço. No entanto, esta manhã, saltou-me à vista esta esplendorosa notícia no Destak:

" Português ousou dar "tampa" a Madonna "

Corri logo, sôfrega, em busca de um exemplar só para mim:

"Joalheiro de Catarina Furtado viajou, de propósito, do Algarve ao Pavilhão Atlântico, rodeado de seguranças, para vender jóias à material girl. Mas, quando chegou a Lisboa, "a arrogância anulou o negócio" ...

Habituado a ornamentar as mais variadas estrelas, desde Catarina Furtado a Maria João Bastos, Alberto Felício logo pegou em mais de 80 mil euros em jóias e viajou, devidamente acompanhado por uma equipa de seguranças, para mostrar as suas criações à vedeta mais famosa do mundo.
Porém, chegado ao Pavilhão Atlântico, reparou que as coisas não eram bem como lhe haviam falado: "Assim que me viram, vieram logo ter comigo. Eram dois colaboradores da Madonna. Pediram-me para ver as jóias e queriam levá-las para ela ver. Não autorizei, claro. Argumentei que só mostraria os anéis, as pulseiras, os colares e os diamantes à Madonna. Eles foram de uma má educação extrema e decidi vir-me embora. Deixei-os a falar sozinhos."

Assim que se aperceberam de que o joalheiro estava de saída, a principal assistente da esposa do cineasta britânico Guy Ritchie ainda tentou negociar: "Ofereceram-me um lugar no Pavilhão Atlântico, junto ao palco, para ver o espectáculo. Claro que não aceitei", esclarece Alberto Felício ao Destak. "A culpa destas coisas nem é da Madonna. É de quem a rodeia. Os assistentes das estrelas acham-se mais vedetas do que a própria as próprias..."

Mais tarde, já no Pestana Palace Hotel, onde Madonna ficou hospedada, Alberto chegou a cruzar-se com a rainha da música pop. "Mas não deu para falar com ela. Assim que o staff me viu, tratou logo de a levar para dentro..." "

Em tempos de crise, são episódios destes que servem para nos levantar o ego. Connosco não se metem, ai não...

Quarta-feira, Novembro 09, 2005

1 vezes 60



O jovem Vitorino Jorge Ferreira, de 21 anos, conduz desde os 14 sem carta. Foi apanhado 60 VEZES em delito. Finalmente, aplicaram-lhe uma pena suspensa de três anos de prisão. À saída do tribunal, o rapaz de cabelo espetado para cima com gel foi aclamado herói pelos amigos e ainda teve direito a tempo de antena das tvs, dizendo "não sou nenhum criminoso". A mãe diz que ele é "bom rapaz". Essa também merecia uns valentes tabefes (que pena não haver na Justiça correctivos deste estilo!).