Estórias da vida real
Uma amiga minha relatou-me, por meio de um riso incrédulo, a sua peripécia numa esquadra lisboeta, à qual teve que se deslocar para dar participação de um assalto (ao seu carro, tendo-lhe sido levado dinheiro e um computador portátil).
Ora conta ela que teve de "apodrecer" na esquadra umas boas 4 horas até poder finalmente fazer uma coisa tão elementar como deixar os seus dados pessoais e indicar os objectos furtados. Entretanto, e como se isto não fosse tudo, pôde assistir a esta cena explêndida por parte daqueles polícias tugas: a esquadra recebeu uma chamada de uma senhora que estava a ser vítima de agressão naquele preciso momento. Ora este tuga não faz mais nada: diz à senhora para aguardar com a maior das calmas (quem sabe, deixando-a a ouvir a musiquinha de elevador enquanto continuava a levar do agressor), vai buscar um calhamaço de legislação, folheia-o e põe-se a mandar bitaites para o ar com os colegas sobre a natureza do crime que se lhe apresentava naquele telefonema.
Vergonha de país, este.
Ora conta ela que teve de "apodrecer" na esquadra umas boas 4 horas até poder finalmente fazer uma coisa tão elementar como deixar os seus dados pessoais e indicar os objectos furtados. Entretanto, e como se isto não fosse tudo, pôde assistir a esta cena explêndida por parte daqueles polícias tugas: a esquadra recebeu uma chamada de uma senhora que estava a ser vítima de agressão naquele preciso momento. Ora este tuga não faz mais nada: diz à senhora para aguardar com a maior das calmas (quem sabe, deixando-a a ouvir a musiquinha de elevador enquanto continuava a levar do agressor), vai buscar um calhamaço de legislação, folheia-o e põe-se a mandar bitaites para o ar com os colegas sobre a natureza do crime que se lhe apresentava naquele telefonema.
Vergonha de país, este.

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